Elektrine
Log in Register
Paige Chat Timeline Gallery Friends Email Drive DNS Private DNS Domains VPN Kairo Nerve
Remote

Sirius

@sirius@infosec.space
mastodon 4.8.0-alpha.3+glitch
  • Open on infosec.space

Sofista · Artífice · Lúdico · Permeável à experiência

Compromissos
democracia · socialismo · secularismo · antropofagia

967 Followers
444 Following
50 Posts
Joined December 31, 2023
Blog de Ensaios:
https://infosec.press/sirius/
Videos:
https://video.infosec.exchange/a/sirius/video-channels
Matrix:
sirius:nope.chat
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
Fui ver os melhores momentos do jogo do entre Argentina e Egito e achei esse resumo completo. 🇦🇷 x 🇪🇬 #Futebol #Copa
12
1
6
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Replying to
re: Metendo a mão em vespeiro
@personalescrito@bolha.us Já dei meu veredito de que isso aí é dogmatismo utópico. rs Quando entra nessas de: Obama = Trump Haddad = Paulo Guedes etc. https://infosec.space/@sirius/116944042038440448
2
3
1
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Um time que tem uns 5 jogadores nível Vini Jr. ou + rs: Mbappé; Dembélé; Olise; Doué; Upamecano. E outros como Barcola, Saliba, também são da elite do futebol... Difícil. #Futebol #Copa
2
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Replying to
@biloti@ursal.zone @marte@social.groselhas.com.br e é peertube! Fediverser raiz!
1
2
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Replying to
re: Metendo a mão em vespeiro
@personalescrito@bolha.us pois é. pode ser purismo ideológico em que a pessoa não consegue ver diferença qualitativa no que não seja exatamente o que considera ótimo, e temos também o aceleracionismo, que aí é a pessoa que acha que quanto pior, melhor, pq haverá mais chances de uma revolução para "mudar tudo o que está aí". rsrs Ainda bem que tem gente pragmática... Por isso ainda temos alguns direitos e serviços públicos respirando por aparelhos mas funcionando. rs.
1
1
1
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
Replying to
@matematico314@social.linux.pizza Gostei bastante dessa série. Personagens marcantes como o Walter Bishop e a personagem da Anna Torv.
1
1
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Replying to
Estava pensando sobre o Flamengo, que ganhou ontem o torneio amistoso do Algarve sobre o Benfica. Quando vejo o nível da seleção francesa hoje, com Dembélé, Barcola e Doué, percebo ainda mais o peso daquela final do Intercontinental de 2025. Esses três eram titulares daquele Paris Saint-Germain com quem o Flamengo empatou por 1x1 no tempo normal e na prorrogação, tendo inclusive uma chance clara de gol do Plata no final. Acho que temos que reavaliar a grandeza do que foi aquele jogo e aquela temporada para o flamengo. #Futebol
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
Que gol lindo. E saber que o cara é canhoto e bateu de direita faz ser melhor ainda.
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
Cabo Vede heroico! 1x1 #Futebol #Copa
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Preciosidades perdidas pelo YT que o algoritmo não vai te mostrar: https://www.youtube.com/watch?v=uikFxbutF7s&t=4842s
0
1
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Replying to
@helenfernanda@social.vivaldi.net o algoritmo gosta de você! Quanto a mim, tenho que ficar procurando para achar coisas desse tipo. rs
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Com os gols que o Olise perdeu já dava para estar 6x4 para a França! 😅 #Futebol #Copa
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
Goooooooooooooooollllllll 🇲🇦 #Futebol #Copa
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
Triste não ter jogo da Copa... Só amanhã... :neocat_sad:
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
🇨🇻 Toma!!! Não vai ter vida fácil para os hermanos! 2x2 #Futebol #Copa
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Ver o vídeo do Leo Dias tomando choque ainda me alegra. É terapêutico.
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
Que tragédia com Senegal. Isso daí é Bet, não tem outra explicação. rsrs. A seleção de Senegal fez a vida nas bets, na pausa para hidratação do 2o tempo. #Futebol #Copa
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
RE: https://mastodon.social/@space_environmentalism/116994038400079816 Nunca imaginei que poderia ser um dos últimos privilegiados a tirar astrofotografias aqui da terra, sem a poluição de bigtechs dos EUA. A boa notícia é que o ser humano tem plenas capacidades de regular e impedir esse projeto de tornar nossa visão do cosmos em um lixão poluído por essas companhias privadas.
Open quoted post
Quoting
Space Environmentalism
@space_environmentalism@mastodon.social
"The U.S. Federal Communications Commission can single-handedly green-light massive spaceflight projects that could completely change the view of the night sky for the entire world. Despite the outcry these projects have caused, space law experts say there is very little other nations and the international community can do to thwart them if the FCC were to grant them licenses." https://www.space.com/space-exploration/satellites/private-companies-could-ruin-the-night-sky-for-the-entire-world-and-international-law-cant-stop-them #Space #SpacePolicy #SpaceLaw #Satellites
Open quoted post
mastodon.social
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
De uns tempos para cá minha percepção mudou… O bolsonarismo talvez não seja um caso de domínio magistral das redes sociais por engenheiros políticos. Ao contrário, revela o domínio da engenharia das redes sociais sobre a política. A instituição bolsonarista, portanto, aparece como epifenômeno da infraestrutura técnica e econômica do capitalismo de vigilância e da indústria da atenção. Desenvolvendo uma versão aprofundada dessas ideias em um ensaio para meu blog reestilizado.
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
RE: https://mastodon.social/@thejapantimes/116932647405664571 O Japão tem uma palavra chamada 夫源病 (fugenbyō), que significa "adoecimento originado por marido", um termo que descreve os sintomas relacionados ao estresse que algumas mulheres experimentam por viverem com seus maridos, principalmente após a aposentadoria.
mastodon.social

The Japan Times: "Japanese has a word for when your husband makes y…" - Mastodon

0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
Vai Saibariiii #Copa
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
RE: https://mastodon.social/@thejapantimes/116994099196852874 A China praticamente falando “Vem tranquilo!” para a oligarquia neocolonial dos EUA.
mastodon.social
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
LB É curioso (voz do Ancelotti) vivenciar os dois momentos, o de a internet como escapada da realidade e o de a realidade como escapada da internet.
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
O Judiciário brasileiro já utiliza amplamente AI para elaborar minutas de despachos, decisões, sentenças, acórdãos e votos, inclusive nas Cortes superiores, como o STJ e o STF. Que isso aumenta a produtividade do Judiciário e vai reduzir um pouco a necessidade de capital humano, é certo... As implicações éticas, a forma como é utilizado (varia um pouco de tribunal para tribunal), a qualidade das decisões, dependência de IA estrangeira de propriedade capitalista, treinamento delas, isso é algo que vai ser muito estudado depois... Depois a gente vai entender tudo que está acontecendo agora. rs.
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Quando se acha que o Ciro atingiu o fundo do poço, ele vai além e cava mais fundo. https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/apos-desistencia-de-aecio-ciro-fala-de-voto-em-caiado-e-renan-santos/?utm_source=social&utm_medium=bluesky&utm_campaign=eleicoes
cnnbrasil.com.br
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Essa seleção da Argentina é mto aguerrida e o Messi é diferente, mesmo. Que jogo incrível. Essa final entre Espanha e Argentina tem tudo para ser absurda, do nível da final entre França e Argentina, de 2022, que foi a partida de futebol mais espetacular que já assisti. #Futebol #Copa
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
RE: https://outraspalavras.net/geopoliticaeguerra/milei-ia-e-o-viralatismo-no-seculo-xxi/ Só posso desejar força aos irmãos argentinos. Que se recuperem logo desse projeto político, permeado pelo complexo de inferioridade, de entregar a Argentina como colônia e transformar Trump em seu "patrón de estancia". Que voltem a construir um País autônomo e brilhante. Aqui no Brasil estamos com o mesmo problema, mas Flávio Bolsonaro é tão corrupto e ignóbil que ainda há esperanças. rs
Open quoted post
Quoting
Outras Palavras
@outraspalavras.net@outraspalavras.net

Cory Doctorow em entrevista a Jose A. Cano, no El Salto | Tradução: Rôney Rodrigues

Cory Doctorow é autor de ficção científica, ativista e jornalista. Conhecido por sua atuação em defesa do software livre e do Creative Commons, publica na Espanha Mierdificação: O que fazer diante da apropriação da internet pelas grandes empresas de tecnologia [ainda sem tradução no Brasil]. Trata-se de um ensaio sobre a enshittification, conceito criado pelo próprio Doctorow em um artigo de 2023 em seu blog Pluralistic, com o qual descreve a decadência das plataformas de internet — ou, ao menos, a deterioração progressiva de seus serviços para usuários comuns e pequenas empresas, com o objetivo de extrair o máximo de renda possível, seja na forma de dados, publicidade ou outros serviços.

O autor concede entrevista ao El Salto por videoconferência alguns dias antes de sua viagem ao nosso país, onde irá apresentar sua nova obra. Antes de começar, Doctorow, que arranha um pouco de espanhol, comenta a perda de ambiguidade na tradução do conceito de enshittification para o nosso idioma: “Shit, em inglês, é tanto um substantivo quanto um verbo; portanto, enshittification é algo que acontece — tudo se transforma em merda —, mas também algo que alguém faz. Em espanhol, seria ‘cagar’, e essa conotação se perde em ‘mierdificación’”, explica. Para o autor, “a ambiguidade funciona. Pode ser uma característica (feature), e não um erro (bug)”.

Você diria que a ideia da “merdificação” da internet e das redes está mais atual agora do que há quatro anos, quando criou o termo?

Sim, acho que sim. Quando pensei no conceito, estava tentando encontrar uma palavra que desse conta de descrever tudo isso. Durante 25 anos trabalhei na Electronic Frontier Foundation, uma ONG cujo objetivo é fazer com que as pessoas reflitam sobre as políticas tecnológicas. E o problema de tentar levar as pessoas a pensar sobre política tecnológica é que se trata de questões muito abstratas, muito técnicas e quase sempre voltadas para o futuro. O mais comum é nos preocuparmos com problemas que são concretos e imediatos.

E os temas tecnológicos só se tornam concretos e imediatos quando já é tarde demais para corrigi-los. Um pouco como acontece com as mudanças climáticas. Em 1980, era algo muito distante, muito abstrato; hoje é algo bastante concreto — mas porque tudo está pegando fogo. Então você tenta todo tipo de estratégia para fazer com que as pessoas se preocupem com essas políticas tecnológicas.

Já usei parábolas, analogias… Escrevo contos e romances de ficção científica. E, no fim das contas, é uma palavra “suja” que realmente funciona. Foi como dar às pessoas permissão para reclamar de algo que as estava enlouquecendo, sem que soubessem exatamente por quê. E, voltando à pergunta, sim: acho que as pessoas têm todo o direito de estar mais irritadas hoje do que estavam há três ou quatro anos, sem dúvida.

Em seu ensaio, você aborda possíveis soluções. Na Europa, neste momento, temos governos como o da França, que abandonaram todos os programas vindos dos Estados Unidos para suas comunicações, além do debate sobre como obter tanto uma infraestrutura física própria quanto plataformas sob controle europeu — algo que parece um arranjo muito distante no tempo.

A Europa passou 20 anos apegada a duas crenças bastante negativas. A primeira: que a tecnologia estadunidense era uma plataforma neutra e que seu governo poderia utilizá-la sem consequências. A segunda: que, se as plataformas se comportassem “mal”, a resposta seria regulá-las, em vez de reduzir seu poder. E assim se perderam duas décadas com mandatos para moderação de conteúdo ou infrações de direitos autorais. Algo que não funcionou, não é mesmo?

O problema é que, quanto mais poderosas são as plataformas, menos se importam com as suas exigências. Olhe para o GDPR [Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados]. Eu mesmo fiz lobby em Bruxelas a favor dele. E as empresas de tecnologia não o cumprem. Elas fingem que sim, bombardeiam as pessoas com solicitações de consentimento e dizem que podem vigiá-las porque é um “propósito legítimo”. E se você tenta discipliná-las, elas se refugiam na Irlanda, que é onde toda a regulação tecnológica vai morrer.

O DMA [Lei dos Mercados Digitais] foi a primeira tentativa de reduzir o poder delas, exigindo que a Apple ou a Google abrissem suas lojas de aplicativos, por exemplo. Mas chegou tarde. Elas já eram tão poderosas que nem se importavam em cumprir as regras.

Com Biden na Casa Branca, podia parecer que os EUA ajudariam a Europa, mas agora Trump está no poder e já vemos o uso que ele faz da “internet americana”. Se o Tribunal Penal Internacional processar Netanyahu, os EUA de Trump deixam os magistrados sem e-mails, sem arquivos, sem documentos… Se o Supremo Tribunal Federal do Brasil processar Jair Bolsonaro, a mesma coisa. Ninguém pode permitir que suas instituições-chave dependam da tecnologia dos EUA.

Assim, chegamos ao Eurostack, que é uma tentativa de corrigir os erros dos últimos 20 anos. São as duas respostas à sua pergunta: obter o hardware, a parte física, e plataformas 100% europeias. Não quero dizer que sejam objetivos fáceis, mas ambos têm grandes grupos de interesse por trás. Os investidores querem construir data centers porque querem ser proprietários, adoram a ideia de renda passiva. E algo semelhante acontece com as plataformas. O mundo está cheio de geeks que odeiam o Facebook e gostariam de criar o seu próprio. Você não consegue dar um passo sem esbarrar em alguém que está criando um substituto para o Facebook, Twitter, YouTube ou o que quer que seja.

O que falta é que seja possível extrair os dados das plataformas estadunidenses e transferi-los para essas novas plataformas europeias, hospedadas em centros de dados europeus. Nenhum ministério vai copiar um a um milhões de documentos da Microsoft para um aplicativo do Eurostack. Você precisa de ferramentas, e a Microsoft não vai fornecê-las.

A questão é como construímos essas ferramentas que funcionem como uma ponte entre a velha internet, na qual estamos presos, e a internet pós-americana de que precisamos para sobreviver. São soluções distantes no tempo, mas a solução para a ponte está em legalizar o desbloqueio [“jailbreak”] dessa tecnologia. A diretiva europeia de direitos autorais torna ilegal qualquer modificação sem permissão do criador — não do governo, mas da empresa proprietária — desde 2001.

Isso está, sim, ao alcance da União Europeia. Ela não pode obrigar a Apple a fazer coisa alguma, mas pode impedir que a Apple leve a tribunal europeu uma empresa espanhola que crie uma loja de aplicativos para o iPhone. Pode mudar essa lei amanhã. Isso não só aceleraria a saída dos europeus das plataformas americanas, como também criaria oportunidades de mercado. As empresas americanas faturam milhões de dólares que poderiam ser ganhos por empresas europeias.

E como facilitamos a saída para todas aquelas pessoas comuns que não são especialistas, nem trabalham para grandes empresas ou para o Estado?

É a mesma solução, envolvendo engenharia reversa e jailbreaking. No livro, conto como Mark Zuckerberg fez com que os usuários deixassem o MySpace para migrarem para o Facebook. Ele enfrentava o mesmo problema: as pessoas não saíam do MySpace porque lá estavam todos os seus amigos. Os economistas chamam isso de problema da ação coletiva. E o que Zuckerberg fez foi oferecer um botão ao qual bastava fornecer a senha da outra plataforma, e ele transferia para o Facebook tudo o que você tinha lá.

O problema é que, sob o Artigo 6 da Diretiva de Direitos Autorais, se alguém fizesse isso com o Facebook, Mark Zuckerberg poderia reduzir essa pessoa a escombros radioativos. Quando ele fez isso, foi progresso. Se nós fizermos o mesmo com ele, é pirataria. E eles jogam com isso: se sabem que mantêm seus usuários presos, podem abusar deles sem correr riscos. Isso também é a “enshittification”.

Mark Zuckerberg quer que você o odeie, mas apenas um pouco menos do que quer seus amigos, de modo que você acabe ficando no Facebook. Qual é a importância de ter um lugar onde você possa se organizar com outros pais para levar seus filhos ao futebol, encontrar clientes para o seu negócio, conversar com parentes que estão longe? Enquanto o valor que os usuários da plataforma oferecem uns aos outros superar o valor que Mark Zuckerberg extrai deles, a maioria vai permanecer.

Mas e se você reduzir o custo de sair? Acontece o mesmo com as operadoras de telefonia: se você está na Vodafone e não gosta, muda para a Orange — pode ser tão fácil quanto colocar seu número em um site. Antes era muito mais caro, mas a UE interveio para criar a portabilidade. Hoje, ninguém se importa em qual rede você está, você não precisa fazer com que seus contatos migrem para a mesma operadora que a sua. É possível reproduzir essa dinâmica em nossos sistemas digitais. É até estranho que ainda não o tenhamos feito. É como se estivéssemos nos anos 90, e o que falta é trazer isso para o século XXI.

Isso explica o paradoxo de que todo mundo acredita que Google, Twitter e outras plataformas funcionam pior do que nunca, mas não as abandonam?

Na economia neoclássica, existe essa ideia chamada “preferência revelada”. Significa que não importa o que você diga: se você age de forma diferente, é porque secretamente prefere o que está fazendo. Assim, se você diz “odeio que invadam minha privacidade”, mas usa o Facebook e eles invadem sua privacidade, então, na verdade, você não valoriza tanto assim a privacidade. Eu acho que isso está errado. Às vezes é como se estudar economia causasse uma lesão neurológica muito específica, que torna a pessoa incapaz de raciocinar sobre poder. As dinâmicas de poder fazem com que as pessoas façam coisas que não querem fazer.

Olha, entre os grupos que estão tentando com muita força se estabelecer fora do Twitter estão os ativistas do que nos EUA se chama Black Twitter, que criaram seu próprio servidor no Bluesky, o BlackSky, mas ainda não conseguiram sair de vez do atual X. Eles querem deixar o Twitter porque são membros de uma minoria racial que ali fica exposta ao abuso e ao assédio, mas não querem ficar isolados, nem perder sua rede de apoio digital. As pessoas podem permanecer em situações ruins porque valorizam aqueles que estão ao seu redor.

Olha, minha família são refugiados soviéticos. Minha avó foi uma criança-soldado no cerco de Leningrado, esteve lá dos 12 aos 15 anos arrastando cadáveres e levando munição para as linhas de frente. De lá, foi para a Sibéria, onde conheceu meu avô, que era um refugiado polonês; tiveram meu pai e foram para o Canadá. Mas eles são os únicos. Todo o resto da família ficou na Rússia, passando por muitas dificuldades, na era soviética e depois. As pessoas permanecem em lugares onde não querem estar.

No seu livro de ficção científica Radicalizado, de certa forma, você antecipou Luigi Mangione no conto que dá título à obra, e levou a “merdificação” ao extremo antes mesmo de nomeá-la em “Pão Não Autorizado”. Como autor de distopias, por que você acha que não escrevemos mais sobre como sair delas?

Bem, cada uma das histórias desse livro tem algum tipo de final feliz. A utopia não consiste em violar a segunda lei da termodinâmica. As coisas se desmoronam. Supor que nada vai dar errado não é otimismo, é idiotice. As pessoas que não colocaram botes salva-vidas suficientes no Titanic não eram otimistas, eram idiotas perigosos. Eu acho que está certo — e não é pessimismo — imaginar que as coisas podem se quebrar. O imperdoável é imaginar que não podemos consertá-las. É por isso que todas as minhas histórias tratam de pessoas que consertam coisas.

É verdade que se vê um futuro com coisas bastante ruins no horizonte. Há muitos efeitos das mudanças climáticas que já estão determinados. Não vão mudar. Mas o que fizermos com as inundações que estão por vir depende de nós. Isso vai se transformar em algo como Mad Max? Ou vamos nos salvar mutuamente? Isso depende completamente de nós.

Para mim, a esperança não é a crença otimista de que pode existir uma sociedade em que tudo funcione sempre, mas a ideia de que podemos criar uma sociedade que falhe com elegância. Onde, quando as coisas dão errado, elas são corrigidas. É melhor ter um carro com freios excelentes do que um que vai de 0 a 200 km/h em três segundos.

O lado positivo do desastre em que nos encontramos é que as crises provocam mudanças, e aquilo que parecia impensável torna-se inevitável. Quando Vladimir Putin invadiu a Ucrânia e a Europa perdeu o acesso ao gás russo, o entrave às energias renováveis chegou ao fim. O continente passou de um atraso de 15 anos em suas metas climáticas para estar 10 anos à frente. Na Alemanha, com este novo choque energético vindo do Irã, o impacto é pequeno, porque agora o país dispõe de uma enorme quantidade de energia solar. Claro que há motivos para preocupação. Toda essa energia solar está conectada à nuvem chinesa, e Xi Jinping poderia desligá-la se quisesse. Esse é mais um bom motivo para revogar o Artigo 6 da Diretiva de Direitos Autorais, eliminar o firmware desses inversores e baterias e substituí-lo, o quanto antes, por software de código aberto. Vou insistir nesta ideia: em tempos de grandes crises, aquilo que parecia impensável pode se tornar inevitável. E Donald Trump é uma série contínua de crises. Esta é a nossa oportunidade.

Open quoted post
outraspalavras.net
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
Essa distopia realizada das Sports Betting Farms me lembra o conceito de alienação em Marx e a crítica ao capitalismo em Sloterdijk. A lógica mercantil transforma atividades que possuem um valor humano intrínseco em simples meios de valorização do capital. O esporte deixa de ser uma prática voltada ao desenvolvimento das capacidades corporais, da cooperação, da competição e do prazer do jogo e passa a ser reduzido a um ativo econômico. Mas, nesse caso, é ainda pior, pois sabemos que esse sistema constitui uma forma de extração predatória de dinheiro de pessoas em condição de vício, dependência e submissão, inseridas neste momento histórico de mercantilização da vida. Infelizmente, isso não terá solução se não mudarmos a formação das pessoas (o que inclui a forma como lidam com tecnologias desenvolvidas e controladas pelo capital). Não basta apenas fazer o mínimo, que é regular mercados, banir, proibir ou punir essas atividades destrutivas do tecido social. Enquanto nossas escolas formarem pessoas orientadas exclusivamente para a produtividade e a adaptação ao mercado, formaremos cada vez mais indivíduos submetidos à lógica e aos vieses do retorno financeiro, e cada vez menos pessoas capazes de estabelecer uma relação contemplativa, estética e ética com o mundo. Não são apenas os jogos que deixam de ser acontecimentos esportivos para se transformarem em mercadoria. Essa lógica se infiltra, cada vez mais, em todos os aspectos da vida, facilitada pela tecnologia, transformando o mundo vivido em um conjunto de variáveis mercantis.
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Replying to
A França, ao que parece, resolveu jogar! Rs. 2 gols em menos de 10 minutos de 2o tempo.
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
Triste não ter jogo da Copa... Só 5a feira... :neocat_sad:
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
Replying to
Curiosamente, uma das primeiras críticas explícitas à escravidão de que se tem registro veio de um sofista. Alcídamas, discípulo de Górgias, escreveu no século IV a.C.: "A natureza não fez nenhum homem escravo". Aristóteles menciona, na Política, que havia quem negasse a existência de escravos por natureza, provavelmente uma referência a sofistas como Alcídamas. Infelizmente, a história preferiu ouvir quem defendia verdades naturais universais. #Sofística #Sofista
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
Kkkkkkk q isssoooooo
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Grave: A Apple estaria utilizando lobistas em Washington para minar as relações entre Brasil e Estados Unidos após o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) ter obrigado a empresa a abrir o sistema operacional do iPhone para lojas virtuais externas, afirma Tim Sweeney, CEO da Epic Games. https://www1.folha.uol.com.br/tec/2026/07/dona-de-fortnite-acusa-apple-de-fazer-lobby-para-que-governo-trump-prejudique-o-brasil.shtml
Dona de
Folha de S.Paulo

Dona de

OUTRO LADO: Dona do iPhone diz que declarações são falsas e afirma trabalhar com órgãos reguladores para salvaguardar ambiente digital

0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
RE: https://flipboard.com/@uol/uol-confere-kttos611z/-/a-akDzLWaeTBaeK-xYB-ClXg%3Aa%3A2670090887-%2F0 Kkkkk, é muita pilantragem e descaramento.
flipboard.com
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Acharam o summoner responsável pelas ventanias no Rio de Janeiro.
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Chamar Benjamin Netanyahu de Bibi me parece tratamento afetuoso para suavizar a figura de um genocida. É como chamar um Hitler de Adolfinho: ”Olha o Adolfinho anexando a Áustria! Que menino danado!”
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Que coisa vexaminosa os EUA impondo tarifa eleitoral ao Brasil (cheia de exceções em produtos chave para eles, para não afetar a inflação). Forma asquerosa de intervenção política. Isso tudo para provavelmente o governo dos EUA retirar as tarifas no meio das eleições, e falar que foi o Bolsonazinho quem os convenceu, ou algo patético do tipo. Acho que é uma boa hora para o governo brasileiro fazer os EUA sentirem o custo da palhaçadinha. Nosso SUS ficaria tão feliz com a licença compulsória de algumas patentes de farmacêuticas dos EUA... Só na primeira leva a "quebra" das patentes do Mounjaro, Keytruda, Humira, Paxlovid, Eliquis e Stelara, para eles sentirem a pressão. rs
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Replying to
Aliás, quando apertei pra postar isso o Mbappé fez um gol… 4x1. Rs. #Futebol #Copa
0
1
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Acho que a descoberta da imensidão do cosmos, da “lentidão” da velocidade da luz, destruiu o teto de nossa casinha de ilusões de tal forma, revelando-nos tão pequenos, isolados, existindo num pequenino planeta e num piscar de olhos, cercados de forças tão gigantescas, que inventamos aliens nos visitando como forma de evitar um sentimento de solidão e abandono. Rs
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Umas das minhas alegrias é quando a conja gosta de alguma série de ficção para assistirmos juntos. Aconteceu com Severance e agora estamos vendo Paradise.
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Uma coisa legal dessa Copa foram as regras novas de contagem para cobranças de lateral e escanteio, bem como uso do VAR para corrigir simulação de falta e escanteio mal dado. Espero que implantem nas nossas competições.
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Que jogo é esse?! Rs. #Futebol #Copa
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
Gente… Que jogo tenso! Esse goleiro da Holanda promete infernizar mais. 😅 🇲🇦 x 🇳🇱 #Futebol #Copa
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Os jovens precisam ler o inventor do termo petralha. É muito importante superar o que ele chamou de "nem-nemismo" (um tentativa bem ruim de neologismo para purismo ou um dogmatismo utópico e paralisante). Aquela falta de pragmatismo: Trata-se da prática viciosa de, diante de um dilema ético, político ou existencial, ser incapaz de escolher o mal menor, se não está dada a solução ótima. https://www.metropoles.com/colunas/reinaldo-azevedo/tarifas-o-nem-nemismo-da-imprensa-e-covardia-e-falta-de-ler-sartre
metropoles.com
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Uma coisa legal dessa Copa foram as regras novas de contagem de lateral e escanteio, bem como uso do VAR para simulação de falta e escanteio mal dado. Espero que implantem nas nossas competições.
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 2mo ago
Replying to on piupiupiu.com.br
@gfpreger@piupiupiu.com.br O Mbappé talvez. Contudo, a seleção brasileira que ganhou o penta em 2002 era parecida com a França atual, se pensarmos em jogadores de alto nível. Tinha o Fenômeno (ganhador do Balon D'Or), Rivaldo (ganhador do Balon D'Or), Ronaldinho (ganhador do Balon D'Or em 2005), Roberto Carlos (2º melhor jogador do mundo, naquele ano, atrás do Ronaldo), Dida (entre os melhores goleiros do mundo à época), Kaká, que se tornaria o melhor em 2007, no banco de reservas, Lúcio (tríplice cora, Champions, etc.), Edmilson, etc. Assim como a seleção Francesa atual tem uns cinco jogadores entre os melhores do mundo também. Estamos admirados com a França pq faz mais de uma década não temos mais cinco jogadores entre os melhores do mundo jogando na seleção. rs. Mas claro que a seleção Francesa é melhor treinada, pois nunca foi uma tradição brasileira ter o mesmo treinador por 12 anos, como eles. Tudo no amadorismo, antiprofissional, e colocando tudo na conta do talento absurdo dos jogadores. Por isso que mesmo com o time estelar de 2002 foi difícil ganhar aquela Copa (aliás o Brasil quase ficou fora da Copa pela primeira vez, mesmo com esses jogadores. rs). Acho que a de 2006 (Ronaldinho, Kaká, Ronaldo e Adriano), era muito boa também, mesmo nível, mas sempre com a fubangagem administrativa da CBF impedindo um mínimo de organização tática e profissionalismo nos bastidores.
0
0
0
0
Open post
Sirius @sirius@infosec.space
· 3mo ago
É o tipo da notícia cuja leitura é indispensável para se entender o nível de arbitrariedade, paranoia e abusividade desse governo podre dos EUA. Parece que as instituições políticas desse País foram apropriadas pelo que Weber definiu como um estamento. https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2026/07/08/casa-branca-admite-nao-ter-evidencia-mas-segue-chamando-claus-de-suspeito.ghtm
uol.com.br
0
0
0
0
Back
313k7r1n3
Elektrine

Tor hidden service

elekhj7afj4qnrr4yd3bkzslsyo5jgfxw3orgjkhlcxifueodybyiiad.onion

I2P eepsite

j6b6cyk6gjmepjih7jjadxgxvvf3lzzujljuu2v4biemzpg3naya.b32.i2p

Platform

  • Email
  • Chat
  • Timeline
  • VPN
  • DNS

Company

  • About
  • Contact
  • FAQ
  • Lite (no JS)

Legal

  • Terms of Service
  • Privacy Policy
  • Transparency Report
  • Report Abuse
  • Warrant Canary
  • VPN Policy

Support

  • support@elektrine.com
  • Report Security Issue
Mail client setup IMAP mail.elektrine.com:993 POP3 mail.elektrine.com:995 SMTP mail.elektrine.com:465
© 2026 Elektrine. All rights reserved. Server: 20:47:56 UTC